Praia da Tocha

Praia da Tocha
Foto de Filipe Freitas
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Palheiros da Tocha – breve caracterização


Construídos em madeira e de aspecto palafítico, os palheiros da Tocha foram-se erguendo sobre estacas, inicialmente de madeira, depois em pedra, bloco ou cimento, evitando assim a acumulação de areia transportada pelo vento.

Constituindo residência temporária apenas durante os meses de faina (Abril a Outubro), os Palheiros da Tocha eram de pequena dimensão, ao contrário por exemplo dos palheiros de Mira que chegavam a ter três andares. Bastante rudimentares, serviam ainda de arrumos às alfaias piscatórias, bem como de armazéns de salga. A sua pequena dimensão permitia que, se necessário, acrescentando-se outros pilares facilmente se elevassem, podendo mesmo ser mudados de local. A leveza da madeira permitia que as construções se erguessem num solo arenoso, de pouca estabilidade.

A facilidade em obter madeira e o seu baixo custo como material de construção, relacionado com a proximidade da floresta, levou à sua generalização.

Para o recurso à madeira como material construtivo existem também razões culturais, prolongamento de tradições anteriores: a pedra e o adobe, estáveis e sólidos para o lavrador; extensão do barco, a madeira para o pescador. Habituado a uma vida volante o pescador aceita sem estranhar uma construção muitas vezes improvisada.

De planta rectangular, eram cobertos por telhados de duas águas, primeiro de colmo ou em tabuado, depois de telha de barro cozido.

Mais tardiamente alguns palheiros passaram a usar telhas de lusalite. Relativamente às telhas de barro, à telha caleira de fabrico artesanal sucederam a telha “marselha” e posteriormente a “lusa” de fabrico industrial.


Quanto ao método construtivo, duas hipóteses se afiguravam. O tabuado das paredes ora era aplicado na vertical, ora era aplicado na horizontal, sobreposto. No primeiro dos casos as juntas eram colmatadas por ripas, pintadas por vezes de cor diferente.




À esquerda - Tabuado aplicado na vertical, com as juntas colmatadas por ripas. À direita - Tabuado sobreposto aplicado na horizontal
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Os palheiros eram tradicionalmente pintados com óleo queimado, bastante eficiente enquanto protector da madeira.

Vestidos de negro, os palheiros faziam companhia às gandaresas que tal como elas aguardavam pelo regresso dos pescadores, com receio que eles levassem sumiço no mar revolto.



Foto (anos 70 do séc. XX) extraída do livro “Praia da Tocha / Palheiros da Tocha” de Alice Andrade. Associação de Moradores da Praia da Tocha 2001
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A cor negra do óleo queimado sempre distinguiu os palheiros da Tocha dos seus congéneres de Mira ou da Costa Nova.

No palheiro, a habitação propriamente dita, soalhada, situava-se ao nível do primeiro andar, à qual se acedia por uma escada ou rampa exterior. A cozinha acumulava ainda as funções de sala comum, servindo ainda simultaneamente de entrada.

Para a cozinha abriam-se as alcovas, quartos de pequena dimensão. Nas alcovas a tarimba, na cozinha o borralho, uma caixa de areia ou de barro encostada à parede, com telhas a proteger a madeira, onde se acendia o lume para cozinhar. A latrina, quando existente, situava-se normalmente entre a estacaria ao nível do R/C. Também entre a estacaria eram armazenados os apetrechos da faina piscatória.

O litoral na região gandareza era outrora bastante desprotegido, pelo que as dunas eram varridas por ventos vindos do mar, arrastando para o interior massas consideráveis de areia por vezes por diversos quilómetros. Este efeito foi contrariado à custa da plantação de pinheiros bravos e arbustos que fixaram as areias. Originalmente assentes sobre estacaria de madeira, os palheiros evoluíram.

Em fases posteriores à consolidação das areias, surgiram modelos fechados ao nível do R/C. O R/C fechado passou a servir de arrumos ou mais recentemente de garagem.
Aos pescadores foram-se adicionando os veraneantes que, avessos à madeira, foram edificando as suas casas em alvenaria. Assim teve início a destruição de um modo de viver e construir, facilitado pelo fabrico local de blocos de cimento e areia e pela abertura de vias de comunicação que facilitou a entrada de outros materiais de construção, mais baratos do que a madeira. O próprio poder público contribuiu para a agonia dos Palheiros. A Sul, nalgumas povoações das proximidades do pinhal de Leiria, a construção de casas de madeira ou mesmo a reparação das existentes, foi em tempos proibida. O mesmo aconteceu a Norte na Praia de Mira.






Palheiros da Tocha Origem da Povoação

Anos 50 do séc. XX
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Localizada na região centro entre as Praias de Mira e Quiaios, eis a Praia da Tocha.
Mais conhecida outrora por “Palheiros da Tocha”, este topónimo teve a sua origem no facto da povoação ser inicialmente composta por construções cobertas de estorno (Ammophila arenaria), gramínea bastante abundante nas dunas.
A origem da povoação surge intimamente ligada à arte xávega, espécie de pesca de arrasto em que as redes são puxadas a partir de terra à força de braços, juntas de bois ou mais modernamente com o auxílio de tractores. “Ciganos da areia”, os primeiros povoadores, verdadeiros colonos, foram pescadores oriundos mais do Norte (Ovar, Murtosa e Ílhavo) que na procura de novos centros pesqueiros aqui terão assentado arraiais no final do século XVIII, início do século XIX, trazendo consigo a tradição da construir em madeira.
A história deste e de muitos outros povoados litorais confunde-se com a história destes movimentos migratórios: Espinho, Furadouro, Torreira, São Jacinto, Costa Nova, Vagueira/Areão, Palheiros de Mira, Palheiros da Tocha, Cova, Lavos, Leirosa, Pedrogão, Vieira de Leiria, Costa da Caparica, Santo André…
O Povoado inicial não passaria de uma pequena aldeia no topo de uma duna, onde por tortuosas e estreitas vielas se distribuíam os toscos palheiros dos pescadores.




Um comentário que me deixaram no site Guia da Cidade:

http://my.guiadacidade.pt/user_album_comments.php?album_id=57&media_id=6758

- 17:24 \o\02 26/02/2010

Só quero agradecer a disponibilidade que tem para promover e defender a praia da minha infância. Nunca mais a vi como dantes e quem a gere nem sequer tem um rumo. Acabaram com as últimas construções palafiticas à beira mar neste país. Onde está o palheiro tipico que todos os turistas gostavam de fotografar, com a madeira de pinho da nossa terra, uma única divisão vestida de negro por fora que albergava toda a família. Não tinha mais de dez metros quadrados, e uma única divisão servia de sala, cozinha, quarto... já que a casa de banho era atrás do palheiro do vizinho.


http://arquitecturadouro.blogspot.com. Arquitecto Rafael Carvalho

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Uma construção que eu mesma já crítiquei neste blog

Construção incómoda na Praia da Tocha
Julho 9, 2010 in Sociedade



O desassossego atracou na Praia da Tocha. A construção de um estabelecimento no areal, junto à marginal, não agrada aos moradores, que já fizeram chegar um abaixo -assinado à Câmara Municipal de Cantanhede. Apesar da obra ser legal, a polémica está instalada.


As obras começaram, segundo um dos moradores, em Maio passado, o que apanhou todos de surpresa. É certo que o POOC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira) prevê para a Praia da Tocha a construção de vários equipamentos de apoio. Mas, quem tem casa à beira-mar nunca esperou que ali – onde se ergue agora uma vasta área de obras – surgisse mais um.

À localização, na zona Norte da Praia e onde já estão três apoios de praia, soma-se a dimensão da infra-estrutura como razões invocadas pelos moradores para o seu descontentamento, que exprimiram em abaixo-assinado. Ao todo, são setenta os subscritores do documento, enviado ao executivo camarário e ao Presidente da Assembleia Municipal. Aliás, os queixosos marcaram presença numa reunião pública da Câmara Municipal, tendo apelado “à ponderação e ao bom sendo na hora de apreciar a actividade a licenciar bem como o respectivo horário de funcionamento”.

Tendo o projecto obedecido a todos os trâmites legais, sob alçada da Administração Regional Hidrográfica do Centro, e não tendo os habitantes actuado em tempo útil (alegam que nem se aperceberam da publicação dos editais), resta-lhes agora esperar que dali, depois da obra pronta e da casa a funcionar, venham males menores.

O que vai abrir?

O processo de licenciamento de construção, que deu entrada no município, diz respeito a um estabelecimento de restauração e de bebidas, mas os habitantes da Praia temem que ali venha a funcionar uma discoteca. “Os tremoços não se vendem na Igreja, vendem-se à porta”, sentencia Miguel Jerónimo, proprietário de casa junto à obra e um dos subscritores do documento.

“Ou seja, as discotecas devem ficar fora de portas, não aqui, no âmago da vila”. Desalentados e preocupados, os habitantes contam que a Praia tem vindo a perder a tranquilidade, que era um dos maiores atractivos da localidade, e, consequentemente, visitantes.

Manuel Amaro, com casa em frente ao mar, também assinou o documento. Diz que compreende ambos os lados – emp-resários e moradores – mas que se criou um problema que será de difícil solução. “Nem eles nem nós… ninguém terá sossego!”, prevê.

O estabelecimento funcionará, à partida, com o mesmo horário de outros nas imediações. Logo, apontam-se as seis da manhã como o horário de fecho previsível. Ora, numa rua de casas contíguas, onde muitas são palheiros restaurados, a garantia de pouco barulho será mínima, na perspectiva de quem ali mora. Os habitantes dizem temer o barulho que haverá, também, fora de portas, bem como outras consequências, fruto do funcionamento de um estabelecimento junto a residências.

“É uma dor de alma”

“Isto para nós é uma dor de alma, estão a tirar à Praia a sua personalidade”, lamenta-se Miguel Jerónimo, para quem a Tocha tem vindo a descaracterizar-se. Também Manuel Amaro confirmou ao AuriNegra que há queixas de que o negócio de arrendamento piora a cada ano, uma vez que a tranquilidade e o sossego diminuem a cada Verão.

João Moura, Presidente da Câmara de Cantanhede, garante que não será por haver um novo estabelecimento que vai acabar o sossego, defendendo que a lei deve ser igual para todos: “Não estamos perante nenhuma ilegalidade, a construção respeita integralmente o que está previsto para aquele ponto de apoio de praia. Na Praia há 18 estabelecimentos de restauração, este não pode ser nem mais nem menos do que os outros”.

O autarca assumiu ainda, na Assembleia Municipal do passado dia 29 de Junho, que “se tentará enquadrar a vinda deste estabelecimento dentro de um horário que agrade a todos”, e deixou a garantia de que o espaço não será uma discoteca, já que para isso não existe licença.

Um mamarracho no horizonte

Os moradores é que não se conformam. Sofrem por antecipação quanto à abertura da casa, bem como pelo passado, já que entendem que a autarquia podia ter chamado a si a exploração daquele local, evitando a vinda de privados. João Moura assim não considera, tendo esclarecido que a autarquia não teve interesse nisso, e que a isso não era obrigada.

Mas sofrem ainda, os moradores, por outro motivo: a Praia foi distinguida pela Bandeira Azul, galardão que impõe a inexistência de obras junto à Praia. Por isso, com as obras paradas, ergue-se agora, frente ao mar, um enorme taipal, que protege cerca de 300 metros quadrados de ferros e estruturas. No horizonte não se vislumbra agora o mar nem o areal mas sim um “mamarracho”, como lhe chamam os queixosos. E será assim durante toda a época balnear.

O AuriNegra tentou obter esclarecimentos junto da empresa promotora da construção do equipamento em causa, mas nenhum dos seus responsáveis se mostrou disponível para prestar esclarecimentos ao nosso Jornal.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Caro Presidente Da Câmara Municipal de Cantanhede- João Moura, que tal:Casas em madeira, casas mais humanas -

Meu Caro Presidente, João Moura,
Estas Casas e este género de Construção, é uma boa iniciativa para se fazer nesta Praia não acha?
Se certas construções de Madeira aguentam na zona da Caminha e Braga, onde chove muito mais do que aqui no Centro, não acha que estas construções devem coabitar e recomeçarem de novo nesta praia que amo?


Pense bem antes de aceitar a construção para esta praia, porque moda mesmo está as casas de Madeira e não com Betão, e se os presidentes da U.E, chamam atenção para a sustentabilidade, será que não deveria ter isso em conta, e negar certo tipo de construção que se têm feito?

Eu acredito que sim, meu Caro Dr. João Moura, eu não deixarei de ser Gestora de Organizações Turísticas como de Gestão e Desenvolvimento De Destinos Turísticos, que ambos são um mestrado e um MBA que estou a tirar no Algarve e sei o que digo, meu caro, presidente.

Espero que o Hotel que querem construir na praia não ocupe o lugar do Parque do Campismo, que isso seria um abuso muito grande, da parte da Câmara Municipal de Cantanhede

Aqui lhe deixo alguma informação e desde de já lhe digo, que ficaria mais bonito diversas casas como os antigos Palheiros da Tocha, no lugar do hotel no Norte, do que um grande edifício.
Espero fazer-me ouvir e espero que tenham atitudes ambientalistas nesta Praia, que foi no estudo que fiz há 4 anos, o que os clientes pediam ,e até dei essa informação para o planeamento do desenvolvimento daí da Câmara.
Pense nisso, e não pense só nas obras e em receber dinheiro dos empreiteiros para fazerem o que querem, porque isso é fraude, é roubo, e espero que tenha medidas ecológicas e venha a tomá-las perante a construção na Praia da Tocha.
Até as lojas deviam ser em Palheiros, feitos pela Câmara de Cantanhede, tornar este destino sustentável como ele era, seria muito bom, porque a nova moda que deixei mais em baixo nas novas construções que foram feitas nesta praia, para mim, parecem autênticos caixotes, e há casas muito bonitas até no meio da floresta e das flores.
De vez destruírem e meterem abaixo árvores para construírem, comecem é a fazer casas agarradas ás árvores, como podem ver neste site que lhes deixo:
http://www.casanaarvore.com/casas.asp
e também no final do texto, nas imagens que lhe deixo, cliquem em cima delas para lerem os artigos do melhor modo.

É Importante que as pessoas de Construção Civil, se sensibilizem mais com o MEIO AMBIENTE e tomem medidas nas suas construções a respeitar o meio Ambiente.
Peço-vos profissionalismo, e sensibilidade como respeito pelo Meio Ambiente de onde o vosso comer, de onde o vosso ar ou oxigénio vem.
Se, se amam de verdade, respeitem e melhorem o meio ambiente e a vossa construção.
Eu só comprarei casa de for de madeira para um dia viver, nunca como hoje elas são.
Muito obrigado pela sua atenção.

Desejo Um excelente Fim de Semana e pense seriamente no que lhe digo, porque eu escrevo-lhe a prevenir e no ordenamento os planos municipais como deviam ser, ou senão chegamos um dia há massificação e a diferenciação das praias está exactamente na sua história, por isso não desapareça com ela, mas recomece o que há muito começaram a destruir.

Muito obrigado mais uma vez pela sua atenção,
Lénia Teixeira

Deixo aqui um novo tipo de lareiras e como pode ser mais económico e melhor para a saúde, sim é verdade melhor para a vossa saúde, que o fumo, causa graves problemas na vossa saúde e em pessoas que são transplantadas, e que muitas vezes as pessoas não sabem disso e pioram e têm pneumonia devido há falta de conhecimento.
mas como eu amo muito o meu curso e como amo saber de tudo um pouco e como agir numa situação de aflição perante um turista, eu leio imenso sobre Saúde, e amo saber, porque todas as pessoas deviam sempre saber um pouco de medicina, nas suas profissões.


Agora deixo-vos a ÚLTIMA MODA DE LAREIRAS,VEJAM O SITE:
http://www.1.biochama.com/index.php?option=com_content&view=article&id=16&Itemid=20




Caderno prático
Casas em madeira, casas mais humanas
Constituem a alternativa à construção tradicional. Quando a eficiência energética está no centro da agenda planetária, as casas em madeira, aliadas às energias alternativas, são uma opção responsável do ponto de vista económico e ecológico.

Ana Jorge / Casa Cláudia | 19 Out. 2009



Uma casa em madeira é muito mais saudável e acolhedora que qualquer outra erigida em betão. Sendo um material orgânico e natural, absorve e expulsa a humidade, regularizando a atmosfera. Os produtos utilizados no seu interior, como o óleo de linhaça, são 100% naturais, contribuindo para a saúde dos moradores. Em consequência, estas casas contribuem para a prevenção de doenças reumáticas e das vias respiratórias, pois estabilizam a humidade e purificam o ar. Sendo cálida e relaxante, a madeira também ajuda a evitar as chamadas doenças da civilização, como o stresse, a depressão ou a agressividade. Por ser um isolante térmico natural, a temperatura no interior da habitação é estável, independentemente das condições exteriores. A capacidade de absorção de calor é significativamente menor que a do cimento e tijolo. A madeira 'respira', absorvendo ou devolvendo humidade ao interior da habitação, mantendo os seus níveis em valores saudáveis, sem infiltrações nem paredes húmidas. Na realidade, a madeira é um dos melhores isolantes naturais que existem. Tanto assim, que é utilizada no revestimento interno de caixas de distribuição eléctrica, em cabos de panelas e em deques de piscinas.


Do espigueiro à catedral

Ao contrário da ideia corrente, não existem limitações à geometria arquitectada, à textura das paredes, ao tipo de acabamentos, à dimensão e ao estilo. Podem construir-se grandes catedrais, como a de Kiisa (1764, Estónia), complexos hoteleiros semelhantes ao Hotel Montebello (1940, Canadá), fascinantes templos, como o de Todaiji (1708, Japão) ou réplicas de casas madeirenses e de antigos espigueiros (modelo relançado pela Rusticasa em versão habitável). Países escandinavos, Canadá, Alemanha, Japão, Polónia e regiões alpinas têm estado na linha da frente.

Em Portugal, os preconceitos dissipam-se e a imagem das casas de madeira está cada vez menos conotada com construções precárias. "A madeira pode ter a mesma massa edificante da pedra", frisam os arquitectos José Santos e Maria José Pato. "Porém, as nossas sensações e reacções à sua densidade, conforto e perfume natural não têm equiparação com qualquer outro tipo de construção." O rápido crescimento de construções em madeira laminada em grandes edifícios, de que é expoente máximo o Pavilhão da Utopia, onde foi usado pinho nórdico, contribuíram para o prestígio deste material, pelo que qualquer semelhança com os pavilhões escolares e desportivos, e inclusive centros de saúde, que minaram a paisagem portuguesa nas décadas de 60 e 70, é fruto de um grande equívoco.



Licenciamento camarário

Actualmente, as edificações em madeira são projectadas com sistemas de desenho e fabrico assistidos por computador, sendo imprescindível o licenciamento legal. Os projectos de arquitectura e especialidades têm de ser sujeitos a aprovação camarária e tem de haver uma licença de construção. Estima-se que 80% da população da Europa setentrional e central, Japão, Oceania e América do Norte habite em casas de madeira. Em Portugal, não existem dados estatísticos. De uma forma geral, os responsáveis pelas empresas do sector consideram que este é um mercado com futuro, focalizado sobretudo em segundas habitações.

A Rusticasa pioneira na introdução deste sistema construtivo na Península Ibérica constrói cerca de 60 moradias por ano, todas elas com áreas superiores ou iguais a 150m2. O turismo e a eco-habitação é um filão com margem de manobra, razão pela qual vão surgindo novas empresas. A mais recente é a Ecoimex, parceira da finlandesa Ikihirsi, empresa que utiliza como matéria-prima o pinho nórdico da Lapónia. Além da Finlândia, a Ikihirsi tem habitações em França, Alemanha, Grécia, Rússia, Espanha, entre outros países. A "elevada poupança energética", devido à baixa condutividade térmica e a "qualidade do produto fornecido pelos finlandeses, com provas ancestrais nesta área", são as mais-valias avançadas por António Parreira, fundador da Ecoimex.

Acabamentos e preços. As empresas começam também a apostar no lançamento de empreendimentos imobiliários próprios. A Rusticasa e a Casema fizeram-no, respectivamente, na aldeia do Arneiro, Torres Vedras, e em Mira, Aveiro. No primeiro caso, os preços de referência estão na ordem dos 60 mil euros (mais o preço do lote, na ordem dos 50 mil euros) para um T2 e 75 mil para um T3, dependendo das áreas e acabamentos escolhidos.

Na urbanização de Mira, o valor total de um T3 atinge 160/190 mil euros, mais uma vez dependendo do terreno e acabamentos.
A generalidade dos fabricantes disponibiliza uma vasta gama de modelos susceptíveis de serem adaptados aos mais diversos locais, da praia à montanha, do campo à cidade. O cliente pode escolher um modelo-tipo ou desenvolver o seu próprio projecto. Caso opte pela segunda solução, é conveniente a especificação das dimensões aproximadas, número de pisos, assoalhadas e outros pormenores, como, por exemplo, se a cozinha é fechada ou integrada na sala, revestimentos (tijoleira, mosaico, mármore ou simplesmente madeira).



A montagem e prazos

Condição desejável é possuir um terreno, se possível infra-estruturado, ou entregá-lo ao cuidado da empresa, numa operação do género chave-na-mão. O custo do metro quadrado depende da densidade e qualidade da madeira. As casas em troncos maciços são mais dispendiosas, mas também mais próximas de todo o conforto que esta propicia. O cedro-do-japão, o pinho e o abeto nórdicos, além das madeiras exóticas, como a maçaranduba, a tatajuba ou a itaúba, são boas opções. "No local da obra, os carpinteiros, obedecendo à planta, montam a casa como se de um puzzle gigante se tratasse.

As paredes interiores são montadas ao mesmo tempo que as exteriores, cruzando-se constantemente nas esquinas, tornando a estrutura extremamente sólida. Os elementos estruturais do telhado permitem uma montagem rápida e possibilitam qualquer tipo de cobertura: telha tradicional de barro, terra com vegetação, ardósia", assim refere a Rusticasa sobre a sua metodologia de construção. Já a Casema opta por pranchas, também de madeira maciça, "encaixadas entre si através do sistema macho-fêmea. Em qualquer dos casos, o prazo de execução é sempre muito inferior ao de uma construção tradicional com o mesmo projecto, pois oscila entre os três e os quatro meses.



PALAVRAS-CHAVE

Sismos


Devido às propriedades mecânicas da madeira e à técnica de montagem, os troncos de madeira entrelaçados entre si funcionam como uma estrutura solidária, robusta e consistente. As paredes interiores são montadas em simultâneo com as paredes exteriores, tornando a construção extremamente sólida e resistente aos abalos sísmicos e a ventos ciclónicos.

Lareiras

Qualquer casa em madeira pode ter a sua lareira e respectiva chaminé, ou salamandras e recuperadores de calor. Tal como podem ser equipadas com sistemas de aquecimento central ou por tela radiante, ficando a escolha ao critério do cliente. O ar condicionado é dispensável.

Incêndios

A madeira arde a temperaturas relativamente baixas. No entanto, as causas dos incêndios não se encontram nos materiais estruturais, sejam eles madeira, cimento ou metal. Os incêndios têm normalmente origem na instalação eléctrica ou de gás, nos aquecedores, nas cortinas... Em caso de incêndio, a carbonização superficial da madeira, além de dificultar a saída dos gases (que de resto não são tóxicos), dificulta também a penetração do calor por ter uma condutividade térmica inferior à da própria madeira, actuando como efeito auto-extinguível. A propagação em profundidade do fogo no caso da madeira torna-se, portanto, muito lenta.


Manutenção

O verniz, por ser transparente, permite preservar a aparência natural da madeira. Para o exterior, deverá ser da melhor qualidade possível. A cada dois ou três anos pode ser necessário novo envernizamento. A velatura é mais aconselhada em paredes externas. É durável, resistente à água e incorpora componentes preservadores da madeira, existindo em diversas cores.

Bicho

As madeiras leves e macias, utilizadas no fabrico de compensados, móveis, pequenos objectos, cofragens, etc., estão sujeitas ao ataque do caruncho e outras maleitas. Já as madeiras nobres e maciças, utilizadas nas zonas estruturais, como paredes, pilares, prumadas, vigamento do telhado, parapeitos, de que são feitas as casas em madeira, são muito resistentes ao ataque de microrganismos.

Apodrecimento

É praticamente impossível a reprodução, numa residência destas, das condições ideais para o ataque de fungos, mesmo nas áreas molhadas, como casas de banho e cozinha. De resto, a probabilidade de ocorrerem infiltrações, tantas vezes causa de humidade, é a mesma que numa casa de alvenaria. Ou seja, não depende do material de construção utilizado e sim da correcta execução do telhado, do uso de telhas de boa qualidade, da correcta aplicação da calhas e rufos, tal como acontece em qualquer habitação.



Instalações

Instalações eléctricas e hidráulicas são feitas sob o forro (no caso da eléctrica) e sobre as paredes, junto às colunas, sendo, neste caso, recobertas com peças especiais de madeira que preservam a estética do conjunto e escondem a parafernália de cabos. Os canos de águas e esgoto, na sua maioria, passam sob o piso, o que permite fácil acesso para manutenção e substituição.

Assaltos
As paredes de madeira são tão resistentes quanto as de outros materiais. Se a preocupação está relacionada com a entrada de indivíduos com objectivos criminosos, pode dizer-se que as dificuldades ou facilidades são idênticas às de qualquer outro tipo de construção. Janelas, portas e telhado são as vias de acesso normalmente utilizadas. Nesse caso, tanto faz se a construção é de alvenaria ou de madeira.

Fonte: Rusticasa e Casema



A experiência de Matilde Lages, proprietária

Há 14 anos, Matilde e o marido investiram numa casa de madeira, em Caminha, destinada a segunda habitação. Actualmente, é habitação permanente da família.

CC: Já viveu num apartamento em Braga. Agora, numa casa de madeira em Caminha. Quais são, no dia-a-dia, as grandes diferenças sentidas entre a construção em alvenaria e a de madeira?

Matilde: Há grandes diferenças nos custos energéticos. No apartamento tínhamos uma factura de electricidade elevadíssima, devido ao aquecimento, sobretudo no inverno. Uma casa em madeira é muito mais confortável. Respira-se de uma forma diferente, há um cheiro fantástico, a nossa roupa cheira a madeira.

CC: É toda em madeira? De que tipo?

Matilde: Sim, excepto as fundações, a garagem subterrânea e a lareira. A madeira é a criptoméria japónica, um cedro de origem japonesa cultivado nos Açores.

CC: E a madeira não se torna monótona? Não vos apetece pintar as paredes?

Matilde: Nunca nos propusemos a isso. Seria estragar a ambiência da madeira, de que tanto gostamos. Jogamos com outros aspectos da decoração: estores, têxteis e acessórios diversos. Os nossos três filhos cresceram numa casa de madeira, e adoram. É uma atracção, até para os amigos deles. Quando a comprámos, há 14 anos, a ideia corrente sobre as casas de madeira era péssima. Comparavam-nas a vulgares prefabricados.

CC: Tiveram problemas com o licenciamento ou empréstimo bancário?

Matilde: Nenhuns. Os processos decorreram com a mesma normalidade, quer com a Câmara quer com o banco, no nosso caso o Santander.

Revista Activa
http://activa.aeiou.pt/artigo.aspx?contentid=7AD6F47F-124F-4B40-B240-6E83C8522CAA&channelid=2FF34512-6B40-4710-B12F-710E81CEC21E






domingo, 22 de novembro de 2009

Fotos da Praia da Tocha e a sua Mudança XXI




























Uma música que adoro para ouvirem, espero que gostem e tenham uma boa semana, e muito obrigado pela sua visita, gosto sobretudo de saber que gostam de conhecer a minha zona, e que têm algum interesse por ela.
Acreditem que todos os blogs que sempre fiz nunca foi para ganhar dinheiro, mas sim , para dar a conhecer e para ajudar o próximo, espero que deste modo tenha ajudado alguém.

Quero também dizer-vos que apesar de estar ausente da minha zona que adoro, e já tenho saudades desta praia, pois acreditem que para mim passa sempre muita paz e muita tranquilidade, e para inspirar-me é dos lugares mais cruciais, e dos que mais adoro viver.
Apesar ainda não ser um destino muito turístico, eu adoro esta zona por não o ser, porque assim é um destino que podemos viver com calma as pessoas podem passar férias calmamente e não precisam de ir para tão longe quando existem lugares baratos e excelentes, como esta Praia da Tocha.

Deixo-vos fotos de novas casas que estão nesta praia do lado Norte, e deixo-vos também a publicidade do mais famoso Construtor civil Acalino, que eu considero-o o Dono da Praia da Tocha, que ele é o maior construtor desta Praia e da sua Mudança, mas tem que lutar para a parte da ecologia, porque gosto e qualidade ele sempre teve.
Deixo também um beijo a esta família que é minha vizinha, e são meus amigos.