Praia da Tocha

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Instabilidade política não vai afetar desempenho do turismo em 2016

Instabilidade política não vai afetar desempenho do turismo em 2016


Os resultados do turismo nacional em 2016 vão ser melhores do que os de 2015. A previsão é avançada na 49ª edição (dezembro de 2015) do Barómetro do Turismo do IPDT. Das respostas obtidas, 67,8 por cento espera que o turismo nacional tenha melhores resultados globais em 2016 e 1,2 por cento admite mesmo que serão muito melhores, comparando com 2015. Refira-se que 26,2 por cento das respostas apontam para um desempenho idêntico ao registado no ano 2015.
O índice de confiança médio no desempenho do setor do turismo atingiu, em dezembro de 2015 os 77,8 pontos, um decréscimo de 2,9 pontos face ao último registo observado em setembro de 2015. Esta é a primeira vez que o índice de confiança médio regista decréscimo desde novembro de 2012, mantendo-se, ainda assim, num dos níveis mais elevados de sempre.
No que respeita ao desempenho do turismo nacional em 2015, face ao investimento realizado em promoção interna, 61 por cento dos respondentes considera que correspondeu às expectativas, tendo estas sido superadas na opinião de 29 por cento. Por sua vez, o desempenho face ao investimento em promoção externa foi considerado pelos respondentes do Barómetro como dentro das expectativas (54 por cento) ou acima das expectativas (37 por cento).
Num cenário de pós-eleições legislativas, e antes da formação do atual governo, o IPDT procurou saber qual a opinião do painel acerca do possível impacto da instabilidade política no setor do turismo em 2016. Mais de 70 por cento dos inquiridos acreditava que a instabilidade política teria pouca ou nenhuma influência no desempenho do turismo. No entanto, quase 27 por cento dos respondentes referiu que teria bastante impacto na performance do setor.
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Infelicidade partilhada

Infelicidade partilhada 16 de Abril de 2012 por Ruben Obadia
Na passada sexta-feira uma simples foto nas redes sociais serviu como rastilho para uma revolta no sector do Turismo nacional. Retratada estava a fila de turistas espanhóis que aguardavam para pagar a portagem na A22 (Algarve), logo após passarem a fronteira. A mesma situação repetia-se em outros pontos de entrada em Portugal, de Norte a Sul. O tempo de espera chegou a atingir uma hora, com muitos de ‘nuestros hermanos’ a darem meia volta e regressarem a Espanha. Só para os mais desatentos é que esta situação poderá ser uma surpresa. Multiplicaram-se os contactos em surdina da parte dos governantes a pedir calma ao sector e a deixarem a promessa de uma solução para breve. Na realidade, esta gente que nos governa está apostada na destruição do País e dos seus sectores mais produtivos. Faz-lhes comichão poder haver um sector que tenha condições para ser feliz. A infelicidade, numa democracia, pelo menos nesta, é algo que tem de ser partilhado. Ordens do ministro Gaspar, no primado das Finanças sobre a Economia. No dia 28 de Junho de 2011 tomou posse a secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles. Passados mais de 10 meses é legítimo perguntar o que foi feito até agora para ajudar o sector. A resposta estará na boca de todos os empresários que trabalham no Turismo: Nada! E para desajudar foi feito tanto… O Plano Estratégico Nacional do Turismo está suspenso há mais de um ano. E este é o “estratégico para o Turismo nos próximos dez anos”… O aumento do IVA na Restauração; o aumento do IVA no golfe; o fim de feriados e pontes; a suspensão dos subsídios de férias e Natal até 2013, que afinal será até 2015; a Lei das Agências de Viagens e Turismo que continua sem ver a luz do dia; a nova organização das regiões de turismo que, de tão anunciada, permanece nos segredos dos deuses, deixando na ignorância os mortais; a perda do estatuto de Instituto com “regime especial” do Turismo de Portugal, com consequências gravíssimas ao nível da celebração de contratos e liberdade de acção; a ausência de objectivos no capítulo da promoção externa; a que se junta a introdução de portagens nas SCUTs de Norte a Sul do País. Estas são apenas algumas das medidas de quem foi a votos afirmando que o “Turismo era um sector estratégico para a economia nacional”. Palavras vazias. A fotografia da mais de uma centena de turistas espanhóis que aguardavam à chuva para pagar as portagens é a prova viva que esta gente não só não percebe nada de Turismo como está disposta a acabar com ele. O que temos não é uma secretaria de Estado do Turismo mas sim um braço armado das finanças disfarçado. Um SET promove o sector, ajuda os empresários, estimula o crescimento, incentiva a promoção. Caminhamos para o abismo, irresponsavelmente, e com o argumento de sempre: em democracia, a infelicidade tem de ser partilhada. Até quando? Até não sobrar mais nada! PS – Curiosamente, no dia de fecho desta edição, dois dias após ter escrito este texto, recebo o habitual artigo de opinião de Pedro Machado. Ler um e ler outro é perceber que o Turismo real fala a uma única voz!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Candidaturas a fundos comunitários do Turismo prevêem investimento superior a 400 M€

Candidaturas a fundos comunitários do Turismo prevêem investimento superior a 400 M€

O montante de investimento candidatado aos concursos Inovação Produtiva e Empreendedorismo Qualificado ascendeu a 403,91 milhões de euros, com os projectos de hotelaria/alojamento turístico a liderarem as candidaturas apresentadas.



As candidaturas de empresas do sector turístico a financiamento comunitário, para estímulo ao empreendedorismo e à inovação, quase duplicaram na última fase de concursos em relação aos valores habitualmente atingidos. No total, foram apresentadas 152 candidaturas, o que constitui o número mais elevado de sempre para processos associados ao Sistema de Incentivos à Inovação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) neste sector.



Nos concursos, cujas candidaturas decorreram de finais de Novembro de 2009 a 1 de Fevereiro, as regiões Centro (62 candidaturas) e Norte (56 candidaturas) originaram, no seu conjunto, quase 80% das candidaturas aos dois concursos.

As empresas sedeadas no Alentejo apresentaram 19 candidaturas, as do Algarve nove e as de Lisboa seis.

Até 2013, os agentes do sector do Turismo poderão receber até 600 milhões de euros em incentivos ao abrigo do QREN.